Fim de semana a dois em Visconde de Mauá: roteiro de 2 dias sem correria
Por Pousada do Figa

O segredo é fazer pouco: uma cachoeira de manhã, almoço demorado e a noite na Vila de Maringá, a pé. Chegue na sexta, se puder, para acordar no sábado já na serra.
A resposta que ninguém quer ouvir: o melhor roteiro de fim de semana a dois em Visconde de Mauá tem menos coisa, não mais. Uma cachoeira por dia, um almoço demorado, uma noite na Vila de Maringá e bastante tempo sem fazer nada. Abaixo vai um sábado e um domingo pensados assim.
Vale chegar na sexta?
Vale muito. A subida da serra tem curvas e costuma ter neblina no fim da tarde. Chegando na sexta, vocês fazem a estrada uma vez só, jantam perto e acordam no sábado já com o dia inteiro pela frente. Quem sai do Rio ou de São Paulo no sábado de manhã perde metade do primeiro dia no carro.
Como aproveitar o sábado?
Café sem relógio. O primeiro compromisso do dia é não ter compromisso. Na serra o café da manhã é refeição de verdade: pão caseiro, bolo, queijo da região, café coado. Na Pousada do Figa, por exemplo, ele é servido na varanda, de frente para o jardim, e muita gente conta que foi a melhor parte da viagem.
Uma cachoeira, só uma. Suba para a Vila da Maromba no meio da manhã e escolha o Poção da Maromba ou o Véu da Noiva, que têm trilha curta. Levem toalha e um casaco para a saída da água, que é gelada. O guia completo está em cachoeiras de Visconde de Mauá.
Almoço de truta. A truta é o prato mais típico da região, criada nas águas frias da Mantiqueira. Quase todo restaurante da vila tem a sua versão. No inverno o pinhão também entra no cardápio. Almocem tarde e sem pressa.
Tarde de nada. Voltem para a pousada, leiam na rede, cochilem. Se o quarto tiver banheira, é a hora dela. Esse é o pedaço do roteiro que o casal mais adia na vida normal.

Noite em Maringá, a pé. Ao escurecer, a Vila de Maringá acende. Tem restaurante de fondue, de massa, de comida mineira, cafés com doces caseiros e lojinhas abertas até mais tarde. Atravessem a ponte do Rio Preto e mudem de estado entre um vinho e outro. Se estiverem hospedados perto, voltam andando e ninguém precisa dirigir.
E o domingo?
Escorrega cedo. Se o tempo estiver firme, o domingo é dia da Cachoeira do Escorrega. Vão logo depois do café: até o fim da manhã ela enche. Escorreguem na pedra, sentem no sol e desçam antes da multidão.
Última refeição na serra. Um almoço sem pressa na vila antes de pegar a estrada. Voltem com luz do dia: descer a serra à noite, cansados, não combina com o resto do fim de semana.
Em que época o frio de Mauá é mais forte?
De junho a agosto. É a alta temporada da região, justamente por causa do frio. As noites são geladas de verdade, e em dias mais secos pode até gear. Levem casaco pesado, gorro, meia grossa e roupa em camadas. De dia, com sol, dá para ficar de manga, então as camadas fazem diferença. Nessa época reservem com antecedência, porque os fins de semana lotam.
No verão, o calor é mais ameno que no Rio, mas chove mais à tarde. Deixem as cachoeiras para a manhã e sempre perguntem na pousada se o rio subiu.
O que não levar na mala?
- Pressa. Um fim de semana com cinco cachoeiras e três restaurantes por dia volta mais cansado que foi.
- Salto e sola lisa. As ruas da vila e as pedras das cachoeiras pedem tênis.
- Só roupa de verão. Mesmo em dia quente, a noite na serra esfria.
Ainda em dúvida sobre a base? Leiam onde ficar em Visconde de Mauá. E se quiserem ajuda para montar a data, é só falar com a gente.
Perguntas frequentes
Quantos dias ficar em Visconde de Mauá?
Para um casal, duas noites já rendem um bom fim de semana. Chegando na sexta à noite, dá para aproveitar o sábado e o domingo inteiros sem correria.
Qual a comida típica de Visconde de Mauá?
A truta, criada nas águas frias da Serra da Mantiqueira, é o prato mais típico. No inverno, fondue e pinhão também aparecem em muitos cardápios da Vila de Maringá.
Quando faz mais frio em Visconde de Mauá?
De junho a agosto. As noites são geladas e em dias secos pode gear, por isso é a alta temporada da região.




