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Passeios4 min de leitura

O que fazer na Vila de Maringá a pé: ponte RJ-MG, Rio Preto, cafés e artesanato

Por Pousada do Figa

O que fazer na Vila de Maringá a pé: ponte RJ-MG, Rio Preto, cafés e artesanato
Foto: Marinelson Almeida, CC BY 2.0, Wikimedia Commons

A Vila de Maringá se conhece a pé em poucas horas: a ponte que liga Maringá RJ a Maringá MG sobre o Rio Preto, as ruas de restaurantes, cafés e lojas de artesanato, e a vila acesa à noite. O melhor é ir no fim da tarde e ficar para jantar.

Resposta direta: a Vila de Maringá é pequena e se percorre inteira a pé. O passeio clássico é atravessar a ponte de pedestres sobre o Rio Preto, que liga Maringá do lado do Rio de Janeiro a Maringá do lado de Minas Gerais, caminhar pelas ruas de restaurantes, cafés e lojas de artesanato, e ficar até a vila acender à noite. Para fazer sem pressa, reservem uma tarde e o jantar.

Por que Maringá tem dois estados?

Porque o Rio Preto corta a vila ao meio, e o rio é a divisa entre os estados. Ele nasce no maciço das Agulhas Negras, corre por cerca de 200 km e deságua no Paraíba do Sul. Em Maringá, a margem de um lado é Itatiaia, no Rio de Janeiro. A outra é Bocaina de Minas, em Minas Gerais.

O resultado é uma vila que muda de estado em poucos passos. A ponte de pedestres é o ponto de foto mais procurado, e todo mundo faz a mesma brincadeira: um pé em cada estado. Há também uma ponte para carros, a única que liga os dois lados da vila para quem está dirigindo.

Roteiro a pé pela Vila de Maringá

1. Comece pela beira do Rio Preto

Cheguem no meio da tarde, quando a luz bate no rio. A água corre entre pedras, com trechos de corredeira e poços rasos. É bonito de ver, mas não é lugar de banho. A correnteza engana, e depois de chuva o rio sobe rápido.

Rio Preto entre a mata e o pasto na divisa do Rio de Janeiro com Minas Gerais, perto da Vila de Maringá

Foto: Brigiti Bandini, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons.

2. Atravesse a ponte entre Rio e Minas

A ponte de pedestres tem guarda-corpo branco e é curtinha. Façam a foto, parem no meio para olhar o rio e sigam para o lado mineiro. A sensação de estar em outro estado sem tirar o carro da garagem é parte da graça.

3. Caminhe pelas ruas da vila

Dos dois lados há restaurantes, cafés, empórios de produtos da serra e lojas de artesanato. Vale entrar sem compromisso: muita coisa é feita na região, de peças de madeira e tecido a doces, geleias, queijos e chocolate.

4. Pare para um café da tarde

No frio, o café da tarde com bolo ou chocolate quente é quase obrigatório. É a hora de sentar, descansar as pernas e olhar o movimento. No inverno, escurece cedo, por volta das cinco e meia, e a vila muda de cara.

5. Fique para o jantar

À noite, Maringá é o centro gastronômico da região. Tem truta, fondue, massa, comida mineira e pizza. Em fim de semana de inverno e feriado, a fila pode ser longa nos lugares mais procurados, então cheguem cedo ou reservem quando der. O que comer está no guia de onde e o que comer em Visconde de Mauá.

O que levar de lembrança da Vila de Maringá?

Quem sai da vila de mãos vazias perdeu metade da graça. Os itens que mais aparecem nas sacolas:

  • Chocolate artesanal: em barra, bombom ou o pó para chocolate quente.
  • Queijos e doces: doce de leite, geleias caseiras e queijos de produtores da região.
  • Cerveja artesanal da serra: os empórios costumam ter rótulos locais.
  • Artesanato: peças de madeira, cerâmica, tecido e tricô, muitas feitas por moradores.
  • Pinhão, no outono e no inverno, para cozinhar em casa.

Como é a vila de dia e à noite?

De dia, Maringá é tranquila: gente passeando com calma, lojas abertas, cheiro de café. O movimento cresce no fim da tarde, quando quem passou o dia nas cachoeiras desce para a vila. À noite, principalmente em fim de semana de inverno e feriado, as ruas ficam cheias, os restaurantes acendem as lareiras e a vila ganha o clima que fez a fama da região. Quem prefere sossego encontra a mesma vila bem mais vazia nos dias de semana.

Quanto tempo leva para conhecer a vila a pé?

Duas a três horas resolvem o passeio com calma, sem contar o jantar. A vila é plana perto do rio e tem algumas subidas curtas nas ruas que saem dele. Tênis confortável basta.

Dicas para aproveitar a Vila de Maringá

  • Deixem o carro na hospedagem. As ruas são estreitas e a vaga some no fim de semana. A pé, ninguém se preocupa com quem vai dirigir na volta.
  • Levem um casaco mesmo no verão. À noite, a serra esfria.
  • Tenham Pix e cartão. A maioria das lojas aceita os dois, mas algumas barracas preferem dinheiro.
  • Visitem no meio da semana, se puderem. A vila fica tranquila e dá para conversar com quem faz o artesanato.
  • Usem lanterna do celular na volta. Algumas estradinhas em volta da vila são pouco iluminadas.

Onde ficar para fazer tudo a pé?

O ideal é uma hospedagem a poucos minutos de caminhada da vila. Assim o passeio da tarde emenda no jantar e a volta é andando. A Pousada do Figa fica a 300 metros da Vila de Maringá, com estacionamento grátis, e muitos hóspedes contam que só tiraram o carro para ir às cachoeiras. Vejam as acomodações e, se quiserem montar o resto da viagem, o roteiro de fim de semana a dois.

Perguntas frequentes

Onde fica a ponte entre Rio e Minas em Visconde de Mauá?

Na Vila de Maringá. Uma ponte de pedestres atravessa o Rio Preto e liga Maringá RJ, em Itatiaia, a Maringá MG, em Bocaina de Minas.

Dá para tomar banho no Rio Preto em Maringá?

Na vila não é indicado. A correnteza engana e o rio sobe rápido depois de chuva na serra. Para banho, prefiram as cachoeiras e poços conhecidos, sempre olhando o tempo.

Quanto tempo leva para conhecer a Vila de Maringá a pé?

De duas a três horas com calma, sem contar o jantar. Vale chegar no meio da tarde e ficar até a vila acender à noite.

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