O que fazer na Vila de Maringá a pé: ponte RJ-MG, Rio Preto, cafés e artesanato
Por Pousada do Figa

A Vila de Maringá se conhece a pé em poucas horas: a ponte que liga Maringá RJ a Maringá MG sobre o Rio Preto, as ruas de restaurantes, cafés e lojas de artesanato, e a vila acesa à noite. O melhor é ir no fim da tarde e ficar para jantar.
Resposta direta: a Vila de Maringá é pequena e se percorre inteira a pé. O passeio clássico é atravessar a ponte de pedestres sobre o Rio Preto, que liga Maringá do lado do Rio de Janeiro a Maringá do lado de Minas Gerais, caminhar pelas ruas de restaurantes, cafés e lojas de artesanato, e ficar até a vila acender à noite. Para fazer sem pressa, reservem uma tarde e o jantar.
Por que Maringá tem dois estados?
Porque o Rio Preto corta a vila ao meio, e o rio é a divisa entre os estados. Ele nasce no maciço das Agulhas Negras, corre por cerca de 200 km e deságua no Paraíba do Sul. Em Maringá, a margem de um lado é Itatiaia, no Rio de Janeiro. A outra é Bocaina de Minas, em Minas Gerais.
O resultado é uma vila que muda de estado em poucos passos. A ponte de pedestres é o ponto de foto mais procurado, e todo mundo faz a mesma brincadeira: um pé em cada estado. Há também uma ponte para carros, a única que liga os dois lados da vila para quem está dirigindo.
Roteiro a pé pela Vila de Maringá
1. Comece pela beira do Rio Preto
Cheguem no meio da tarde, quando a luz bate no rio. A água corre entre pedras, com trechos de corredeira e poços rasos. É bonito de ver, mas não é lugar de banho. A correnteza engana, e depois de chuva o rio sobe rápido.

Foto: Brigiti Bandini, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons.
2. Atravesse a ponte entre Rio e Minas
A ponte de pedestres tem guarda-corpo branco e é curtinha. Façam a foto, parem no meio para olhar o rio e sigam para o lado mineiro. A sensação de estar em outro estado sem tirar o carro da garagem é parte da graça.
3. Caminhe pelas ruas da vila
Dos dois lados há restaurantes, cafés, empórios de produtos da serra e lojas de artesanato. Vale entrar sem compromisso: muita coisa é feita na região, de peças de madeira e tecido a doces, geleias, queijos e chocolate.
4. Pare para um café da tarde
No frio, o café da tarde com bolo ou chocolate quente é quase obrigatório. É a hora de sentar, descansar as pernas e olhar o movimento. No inverno, escurece cedo, por volta das cinco e meia, e a vila muda de cara.
5. Fique para o jantar
À noite, Maringá é o centro gastronômico da região. Tem truta, fondue, massa, comida mineira e pizza. Em fim de semana de inverno e feriado, a fila pode ser longa nos lugares mais procurados, então cheguem cedo ou reservem quando der. O que comer está no guia de onde e o que comer em Visconde de Mauá.
O que levar de lembrança da Vila de Maringá?
Quem sai da vila de mãos vazias perdeu metade da graça. Os itens que mais aparecem nas sacolas:
- Chocolate artesanal: em barra, bombom ou o pó para chocolate quente.
- Queijos e doces: doce de leite, geleias caseiras e queijos de produtores da região.
- Cerveja artesanal da serra: os empórios costumam ter rótulos locais.
- Artesanato: peças de madeira, cerâmica, tecido e tricô, muitas feitas por moradores.
- Pinhão, no outono e no inverno, para cozinhar em casa.
Como é a vila de dia e à noite?
De dia, Maringá é tranquila: gente passeando com calma, lojas abertas, cheiro de café. O movimento cresce no fim da tarde, quando quem passou o dia nas cachoeiras desce para a vila. À noite, principalmente em fim de semana de inverno e feriado, as ruas ficam cheias, os restaurantes acendem as lareiras e a vila ganha o clima que fez a fama da região. Quem prefere sossego encontra a mesma vila bem mais vazia nos dias de semana.
Quanto tempo leva para conhecer a vila a pé?
Duas a três horas resolvem o passeio com calma, sem contar o jantar. A vila é plana perto do rio e tem algumas subidas curtas nas ruas que saem dele. Tênis confortável basta.
Dicas para aproveitar a Vila de Maringá
- Deixem o carro na hospedagem. As ruas são estreitas e a vaga some no fim de semana. A pé, ninguém se preocupa com quem vai dirigir na volta.
- Levem um casaco mesmo no verão. À noite, a serra esfria.
- Tenham Pix e cartão. A maioria das lojas aceita os dois, mas algumas barracas preferem dinheiro.
- Visitem no meio da semana, se puderem. A vila fica tranquila e dá para conversar com quem faz o artesanato.
- Usem lanterna do celular na volta. Algumas estradinhas em volta da vila são pouco iluminadas.
Onde ficar para fazer tudo a pé?
O ideal é uma hospedagem a poucos minutos de caminhada da vila. Assim o passeio da tarde emenda no jantar e a volta é andando. A Pousada do Figa fica a 300 metros da Vila de Maringá, com estacionamento grátis, e muitos hóspedes contam que só tiraram o carro para ir às cachoeiras. Vejam as acomodações e, se quiserem montar o resto da viagem, o roteiro de fim de semana a dois.
Perguntas frequentes
Onde fica a ponte entre Rio e Minas em Visconde de Mauá?
Na Vila de Maringá. Uma ponte de pedestres atravessa o Rio Preto e liga Maringá RJ, em Itatiaia, a Maringá MG, em Bocaina de Minas.
Dá para tomar banho no Rio Preto em Maringá?
Na vila não é indicado. A correnteza engana e o rio sobe rápido depois de chuva na serra. Para banho, prefiram as cachoeiras e poços conhecidos, sempre olhando o tempo.
Quanto tempo leva para conhecer a Vila de Maringá a pé?
De duas a três horas com calma, sem contar o jantar. Vale chegar no meio da tarde e ficar até a vila acender à noite.




